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Principais
constatações da apresentação da Copel Geração, Lactec e UFPR
sobre o “Mexilhão Dourado” em 04/10/2002
1.
O momento é correto para iniciar a divulgação e prevenção de
modo a retardar o aparecimento em águas no Paraná. Deve-se
executar um plano integrado com metas e ações, procurar o envolvimento
de todos e iniciar o monitoramento. Nos reservatórios da Sanepar é proibida
a entrada de barcos de pescadores. A Sanepar executa monitoamento
de moluscos nas comportas. A área de projetos da Sanepar informou
que o molusco apareceu em uma captação flutuante no lago de
Itaipu e que farão verificação de perda de carga em várias
ETAs. (Sanepar)
2. Sugerir ações que “possam “ ser cumpridas uma vez que cada caso é um
caso. De 11 a 13 de novembro a marinha fará seminário sobre água de lastro.(ANA – Agência
Nacional de Águas).
3. Muitas instituições usam barcos e materiais todos os dias nos rios
do Paraná auxiliando numa eventual propagação do molusco (Suderhsa)
4. Existem muitas dificuldades para lavagem de barcos principalmente
no interior do estado caso seja exigida água quente.(Copel Geração).
5. Itaipu alertou o setor elétrico a nível nacional e contratou Lactec
e GIA. Deve-se procurar soluções diferenciadas para alertar a comunidade
bem como verificar as conseqüências. Montar grupos de trabalho e buscar
soluções econômicas. (Lactec).
6. Deve-se pensar muito antes de jogar simplesmente água e Cloro em equipamentos
que custam U$ 100.000 (Copel Geração)
7. Para resolver o problema é necessário conhecer a gravidade do mesmo
e não culpar (ou multar) para resolver este problema (GIA)
8. Os órgãos estatais, IAP e IBAMA devem interferir na legislação
e fiscalização.
A legislação da água de lastro não é cumprida. Estão trabalhando
junto ao tratado de Itaipu. (Ibama).
9. As legislações brasileiras e paraguaias isoladamente não se aplicam
ao lago de Itaipu devido a sua peculiaridade de ser empresa binacional.
Itaipu já fez 2 reuniões sobre o mexilhão e o comparecimento foi fraco
diferente da reunião de hoje. A visão globalizada do processo apresentada
hoje auxilia muito. O Operador Nacional do sistema (ONS) levou o problema
para a ABRAGE (Associação Brasileira de Geradores) que por sua vez fez
uma reunião. A segunda reunião será nas instalações da Itaipu que comunicará a
todos os presentes a data e a agenda. (Itaipu)
10. A SEMA informou que poderá colocar equipes técnicas a dispor para
auxiliar na difusão da educação ambiental junto aos recursos hídricos
e comitês de bacias (SEMA)
11. O Presidente da Federação Paranaense de Pesca informa que existem
6.000 pescadores registrados e estão iniciando o registro de embarcações
e coloca-se a disposição para auxiliar na divulgação e controle. (Federação
Paranaense de Pesca)
12. A água de lastro não pode ser eliminada e não existe legislação internacional
apenas uma resolução a título de recomendação. Em 2003 será efetuada
uma convenção internacional de água de lastro. A idéia é educar as tripulações
de navios de modo que a água seja trocada em alto mar, porém não sabe-se
a efetividade da medida. (Capitania dos Portos do Paraná)
13. A UFPR faz coleta e análise de águas de lastro de navios em Pontal
do Paraná.
14. O encerramento das discussões culminou com a pergunta da Tractebel
de como iniciar o processo? Como conviver ou eliminar o molusco? A Itaipu
respondeu que deve-se contar com o esforço de todos subdivididos em grupos
de interesse. Efetuar um plano integrado, trabalhar na alteração da legislação
e escolher um coordenador a nível de estado. A coordenação de divulgação
e educação ambiental poderá ficar a nível de estado e cada segmento tratará seu
caso individualmente.
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